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Sem Dor



TIPOS DE DOR


DOR AGUDA

A dor aguda é um sinal de alerta que aparece quando nosso corpo está sendo lesado por alguma coisa, seja por um trauma ou por um processo infeccioso ou inflamatório. É uma dor que tem uma causa específica, e que quando tratada a dor desaparece, ou às vezes, nosso próprio corpo consegue resolver através dos nossos processos naturais de cura. Considera-se uma dor aguda aquela que dura até 3 meses, passado este tempo, sem melhora passa a ser uma dor crônica.

DOR CRÔNICA

É uma dor que se prolonga por mais de 3 meses, onde não se tem uma causa bem determinada. Geralmente a pessoa já procurou atendimento médico e já fez algum tipo de tratamento sem melhora. O paciente pode apresentar outros problemas associados, sejam físicos ou emocionais em decorrência da dor crônica. Cabe ao médico da Dor investigar e orientar o tratamento, que geralmente, é multiprofissional envolvendo outros profissionais da saúde.

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TIPOS DE DOR CRÔNICA MAIS COMUNS


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FIBROMIALGIA

A Fibromialgia é uma síndrome dolorosa que atinge de 2 a 10 % da população, mais em mulheres que em homens. Costuma aparecer dos 30 aos 55 anos de idade, não tem uma causa definida e se caracteriza por dor em todo o corpo, músculos, articulações, cansaço com a sensação de que não dormiu. Outros sintomas como alteração intestinal, formigamentos, pele dolorida, depressão, ansiedade, dificuldade de concentração, dores de cabeça, tonturas, também podem estar presentes. Alguns pontos dolorosos espalhados pelo corpo também estão presentes nesta síndrome.

DORES NA COLUNA

A coluna vertebral é a estrutura que sustenta o nosso corpo, e abriga a medula de onde saem nervos que levam o movimento e a sensibilidade para nosso tronco, braços e pernas. Ao longo da vida ela sofre várias alterações, seja pelo excesso de uso, pelo mau uso ou pelo processo natural de envelhecimento, levando a alterações e deformidades que causam dor. Vamos falar um pouco sobre cada segmento da coluna.

DOR NA COLUNA CERVICAL OU CERVICALGIA

A dor no pescoço ou na nuca, ocorre em torno de 15% na população adulta e 70% da população geral pode, em algum momento da vida, vir a ter este tipo de dor. As causas variam, pode ser por problemas nas articulações da coluna, o que chamamos de dor facetária, alterações nos discos vertebrais ( hérnias-protusões discais), alterações nas raízes nervosas. Pode ainda aparecer em decorrência de tumores, metástases, infecções e outras doenças.

DOR NA REGIÃO DO TÓRAX OU DORSALGIA

A dor na região posterior do tórax pode aparecer em decorrência de várias doenças, podendo ou não estar relacionada com músculos e ossos. De origem muscular a mais comum é a Síndrome Miofascial, alterações ósseas na coluna cervical são mais raras. As demais causas de dorsalgia merecem investigação, pois podem ser devido a doenças de órgão internos como pulmão, estômago e outros.

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DOR NA REGIÃO LOMBAR OU LOMBALGIA

A dor nas costas na região lombar é queixa comum. Estima-se que 80% da população em algum momento da vida vai sofrer de lombalgia. As causas geralmente se relacionam com o uso, trabalho com carga excessiva, má postura, gestação, traumas, envelhecimento e outras doenças. Muitas vezes é relacionada ou agravada por fatores como depressão, descontentamento com o trabalho, problemas familiares e dificuldade de aceitar mudanças. Na maioria das vezes a dor lombar aguda se resolve sozinha ou com tratamento convencional em até 3 meses, porém uma parte se torna crônica e precisa de avaliação e tratamento especializado.

DOR NA REGIÃO DO SACRO OU SACROILEÍTE

O Sacro é a porção final da coluna e se articula com os ossos da pelve, chamada articulação sacroilíacas. Alterações nessa articulação podem levar a dor lombar baixa, na região glútea, virilhas e pernas, geralmente piorando ao caminhar. As causas podem ser doenças reumáticas, traumas, artrite, infecções e pode aparecer após cirurgia de coluna por sobrecarga na região. A Sacroileíte é uma causa comum de dor lombar baixa crônica atingindo cerca de 30% da população geral.

DOR DE CABEÇA OU CEFALÉIA

A dor de cabeça é uma queixa comum, que ocorre na maioria das pessoas em algum momento da vida. Geralmente é de evolução benigna e passageira, porém há casos em que se torna frequente e constante levando a grande sofrimento e afetando todos os aspectos da vida do paciente (trabalho, família, lazer, estudo… ). É neste ponto que, determinar o tipo de cefaléia se torna crucial para o tratamento correto. As dores de cabeça são classificadas como : Tensional, Em Salvas, Enxaqueca, Cervicogênicas e Neuralgia do Trigêmeo.

CEFALÉIA TENSIONAL

Se caracteriza como uma dor em aperto, dos dois lados da cabeça, sendo mais comum na região da nuca, mas também aparecendo nas têmporas e na testa. Geralmente não tem náuseas e vômitos, não impede que a pessoa realize suas atividades e melhora com o exercício físico e relaxamento. A intensidade e a duração da dor podem variar e se relacionar com momentos de tensão, o que faz com que seja muito comum em nossa sociedade.

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CEFALÉIA EM SALVAS

É uma dor de cabeça que ocorre em crises, durante o dia ou à noite, acordando o paciente. É mais comum nos homens que nas mulheres e se caracteriza por dor forte, em um lado da cabeça e no olho do mesmo lado, sendo acompanhada de lacrimejamento, vermelhidão do olho e até queda da pálpebra. É comum ter congestão nasal, agitação e inquietude. As crises de dor duram de 15 a 180 minutos e podem ocorrer com uma frequência de uma a cada dois dias a oito por dia.

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ENXAQUECA OU MIGR NEA

É uma dor de cabeça que afeta mais mulheres que homens e ocorre em crises. Se caracteriza por uma dor na metade da cabeça, pulsátil, acompanhada de náuseas e vômitos e que piora com exercício físico, luz e barulho. Geralmente impede que o paciente continue com suas atividades e pode durar de 4 até 72 horas. Pode ser precedida por um fenômeno neurológico chamado Aura, onde o paciente percebe alterações na visão, como brilhos, e até dificuldade para enxergar e falar. É muito importante, para o tratamento adequado da enxaqueca, determinar a ou as causas da crise. As causas mais comuns são: estresse, alterações hormonais do período menstrual, jejum, excesso ou privação de sono, alguns alimentos como chocolate e gorduras, medicamentos vasodilatadores, falta de cafeína para pessoas que consuma tomar muito café, traumas, viagens com variação de pressão atmosférica, mudança de clima e temperatura, excesso de exercício físico e até ruídos altos ou cheiros fortes.

CEFALÉIAS CERVICOGÊNICAS

São dores de cabeça que tem como causa alterações do pescoço, pode ser da coluna cervical ( hérnia de disco, estenose de canal de cervical, osteoartrose, compressão de raízes cervicais), alterações musculares com torcicolos e problemas posturais. A identificação da dor de cabeça de origem cervical é fundamental para o tratamento correto.

NEURALGIAS DO TRIGÊMEO

O Nervo Trigêmeo é responsável pela inervação sensitiva da face e outras estruturas da cabeça. A nevralgia do trigêmeo provoca dores lancinantes, principalmente na região da face, geralmente como choques. O tratamento adequado exige uma boa avaliação.

DOR DO CÂNCER OU DOR ONCOLÓGICA

O impacto do câncer na vida de uma pessoa traz dores do corpo e da alma, e o tratamento da dor é considerado um direito humano, quando é bem controlada durante a doença melhora até a sobrevida e a chance de cura dos pacientes. O câncer em algum momento vai causar dor, seja pelo tumor em si, pelo tratamento, ou mesmo após a cura, pelas seqüelas. O controle da dor oncológica deve ser realizado em conjunto com tratamento de outros sintomas e iniciar com o diagnóstico, através da interação de toda equipe de profissionais de saúde : oncologista, médico da dor, enfermagem, fisioterapia, nutrição e psicologia. O médico especialista em Dor está apto para orientar e manejar vários tratamentos para o controle da dor, sejam eles com medicamentos ou procedimentos intervencionistas em dor.

SÍNDROME COMPLEXA DE DOR REGIONAL

Também conhecida por Distrofia Simpático Reflexa, Causalgia, Atrofia de Sudeck. Acontece geralmente após um trauma de membros superiores ou inferiores, como uma fratura por exemplo, porém, o paciente desenvolve uma dor desproporcional à lesão com alterações de cor e de inchaço do membro, que permanece após a resolução do trauma inicial. É uma dor que causa muito sofrimento e limitação, de difícil controle e tratamento, sendo considerada um desafio para os médicos. Quanto mais cedo esta alteração for diagnosticada e tratada maior a chance de melhora.

DOR OSTEOMUSCULAR

A dor que acomete ossos e músculos tem causas variadas, mas com certeza ao longo da vida toda pessoa terá este tipo de dor. A atividade física, realizada no esporte ou pelo trabalho do dia a dia, pode levar a lesões musculares variadas, que podem se tornar crônicas com dor limitante. O tratamento da dor é fundamental para a resolução destas lesões e para rehabilitação da função. O envelhecimento também favorece a lesões de articulações e ossos ( osteoartrite e artrose ) causando dores crônicas e limitação de movimentos. A medicina da Dor conta com vários tratamentos para melhorar lesões articulares, sendo que mais recentemente, técnicas regenerativas têm sido aplicadas com sucesso, melhorando a função e a dor dos pacientes.

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TRATAMENTOS


TERAPIA POR ONDAS DE CHOQUE

A Terapia por Ondas de Choque (TOC), são ondas mecânicas, não choque elétrico, que penetram profundamente nos tecidos machucados levando um fenômeno chamada de Microcavitação, aumentando a circulação sangüínea na região e fazendo com que células regenerativas do sangue cheguem até o local. Isso transforma um processo inflamatório crônico em um agudo, promovendo uma cura natural. Este tratamento é indicado para dores crônicas de origem musculoesqueléticas : tendinites calcificadas, bursites, epicondilites, esporão de calcâneo, dores musculares, falha na consolidação de fraturas e outras.

TÉCNICAS INTERVENCIONISTAS EM DOR

As técnicas intervencionistas em dor são procedimentos com o mínimo de invasão possível para o paciente, geralmente guiados por Ultrasson ou Raio X, feitas com anestesia local ou sedação sem precisar internação. Nestes procedimentos o médico tenta atingir o local da dor e realizar bloqueios, que podem ser diagnósticos ou terapêuticos, através da injeção de anestésicos, corticóides, toxina botulínica e outros. Nesta mesma linha, ainda podem ser realizados bloqueios utilizando um aparelho de radiofrequência com o objetivo de modular ou fazer a ablação de um determinado nervo que esteja envolvido na dor. Ainda dentro dos procedimentos intervencionistas existe a possibilidade de: Instalação de cateteres na coluna para tratamento contínuo da dor Realizar neuromodulação ou ablação química de estruturas nervosas (muito útil para o controle da dor em determinados tipos de câncer e outras dores crônicas). Hidrodissecção para liberação de nervos e músculos que estejam sofrendo por compressão.

Abaixo vamos elencar os procedimentos mais utilizados.

DESATIVAÇÃO DOS PONTOS-GATILHO ( TRIGGER-POINTS )

Os pontos gatilhos são nódulos dolorosos localizados nos músculos que doem espontaneamente e quando pressionados geram dor local ou irradiada para a região. A desativação desses pontos é um procedimento intervencionista onde o médico localiza o nódulo e injeta no local anestésico local e ou corticóide, destruindo este ponto. O alívio da dor e o relaxamento muscular é imediato com duração de meses ou resolução definitiva do problema. Ë um procedimento ambulatorial de rápida execução.

BLOQUEIO DIAGNÓSTICO

É por meio de bloqueios diagnósticos que o médico consegue determinar com exatidão o local da origem da dor. Isso é crucial para o posterior sucesso do tratamento. Estes bloqueios podem ter como alvo um determinado nervo ou articulação, fazendo assim um mapeamento da dor.

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BLOQUEIO TERAPÊUTICO

O bloqueio terapêutico é um procedimento intervencionista que tem como objetivo injetar corticóide no local onde há um processo doloroso inflamatório crônico. Previamente a este bloqueio é realizado um bloqueio teste, com injeção de anestésico local, para determinar o local exato da origem da dor. O corticóide é uma droga que age como analgésico e anti-inflamatório, diminuindo o edema no local diminuindo a migração de células inflamatórias, com isso o processo inflamatório é bloqueado e a dor tratada. Como o corticóide é colocado diretamente na lesão, a quantidade é pequena o que evita efeitos colaterais sistêmicos. O efeito do bloqueio terapêutico pode ser temporário ou até curativo, dependendo do caso, auxiliando o paciente na sua reabilitação.

RADIOFREQUÊNCIA NO TRATAMENTO DA DOR

A radiofrequência é um tratamento intervencionista minimamente invasivo e seguro, sendo uma opção de grande valia para o tratamento de dores crônicas em várias regiões do corpo; coluna, dor articular em joelho, quadril, ombro, cotovelo, pé e outras como neuralgia do trigêmeo e dor pós herpética.Não é um tratamento curativo, mas pode trazer alívio da dor por longos períodos. Existem 2 tipos de radiofrequência : Radiofrequência convencional ou ablativa e Radiofrequência pulsada. A primeira tem como objetivo queimar o nervo envolvido na dor e só pode ser usada em um nervo exclusivamente sensitivo. Já a segunda é utilizada quando o nervo envolvido na dor é um nervo misto, ou seja, sensitivo e motor. Esta não queima o nervo e sim , faz uma neuromodulação, impedindo que este nervo transmita os impulsos dolorosos. A Radiofrequência é realizada com uma aparelho, que transmite através de um eletrodo colocado dentro de agulhas especiais, uma corrente elétrica alternada com frequência oscilatória, produzindo assim, ablação ou neuromodulação no nervo. O procedimento é realizado com anestesia local em regime ambulatorial.

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Bloqueio simpático venoso

O Bloqueio Simpático venoso é um tratamento indicado para dores crônicas refratárias a tratamentos convencionais como a Fibromialgia, Síndrome de Dor Complexa Regional e Dor Miofascial persistente. Nestes casos, as vias da dor estão super excitadas aos estímulos e o cérebro fica sensibilizado amplificando qualquer estímulo doloroso, chegando muitas vezes a interpretar estímulos que não são dolorosos como dor. O Bloqueio Simpático Venoso consiste na infusão endovenosa controlada de medicamentos como a Lidocaína e Cetamina, que atuam nas vias nervosas da dor, deixando estas menos sensíveis aos estímulos de dor que vão até o cérebro. É um processo de dessensibilização central, por isso o número de sessões varia de paciente para paciente. As sessões são feitas em regime ambulatorial e o paciente permanece o tempo todo monitorado e acompanhado pelo médico.

MEDICINA REGENERATIVA APLICADA NO TRATAMENTO DA DOR

A Medicina Regenerativa é um ramo da medicina que está em pleno desenvolvimento. Consiste em tratamentos que estimulam o próprio corpo para regenerar lesões e retardar processos degenerativos que ocorrem ao longo da vida. Pode ser utilizado para tratar processos dolorosos de origem osteomuscular como lesões musculares e de articulações. Com o auxílio do ultrassom o médico da dor localiza o local exato da lesão e infiltra de forma precisa, substâncias ortobiológicas, que vão estimular o próprio corpo a cura.

PREVENÇÃO DA DOR CRÔNICA PÓS OPERATÓRIA

Muitos pacientes desenvolvem dores crônicas após serem submetidos a algum tipo de cirurgia, isso ocorre por diversas razões, porém, a mais importante é a falta de controle adequado da dor durante a cirurgia e no pós operatório. Algumas pessoas, tem uma facilidade para sensibilizar o sistema nervoso, levando a perpetuar a dor, mesmo após já ter ocorrido a cicatrização da cirurgia. Por isso um controle rigoroso da dor deve ser realizado durante e após a cirurgia. O anestesista é o profissional habilitado para isso, utilizando muitas vezes, mais de uma técnica anestésica para que a dor seja controlada ( ANESTESIA MULTIMODAL).



INSTITUCIONAL


" SE NÃO FOSSE A GRANDE VARIABILIDADE ENTRE OS INDIVÍDUOS, A MEDICINA SERIA UMA CIÊNCIA E NÃO UMA ARTE. ( SIR WILLIAM OSLER - 1892 )

O Serviço de Anestesia Tratamento e Controle da Dor; SEM DOR, sim é possível surgiu da necessidade de oferecer à região um centro de tratamento especializado em dor, onde o paciente é avaliado como um todo, abordando todos os aspectos da dor, físico, emocional e social. Na primeira consulta o médico da dor vai coletar a história detalhada da doença, seguindo com exame físico, exame de ultrassonografia, e solicitação de outros exames dependendo de cada caso. Os tratamentos variam de acordo com cada indivíduo sendo através de medicações e ou procedimentos intervencionistas, aliando fisioterapia, psicoterapia e nutrição. Nosso objetivo é trazer alívio e bem estar para quem sofre com dor.

NOSSOS PILARES


• Controlar a dor, diminuindo o sofrimento e a forma como isso afeta a vida do paciente.
• Melhorar o funcionamento físico, para que o paciente recupere ao máximo sua autonomia.
• Recuperar a saúde mental, diminuindo ansiedade e depressão que na maioria das vezes estão associadas à dor.
• Melhorar a saúde como um todo, com foco em mudanças alimentares e de comportamento.
• Fazer com que o paciente conheça sua doença para que possa enfrentá-la da melhor forma possível.
• Prevenção da dor crônica pós operatória através de técnicas anestésicas associadas.


QUEM NOS PROCURA ?


Pessoas com os tipos mais variados de dor :

• DOR NO PESCOÇO
• DOR LOMBAR
• DOR ARTICULAR - QUADRIL,JOELHO, COTOVELO, OMBRO, PÉ…
• DOR POR TENDINITE
• DOR POR BURSITE
• DOR POR LESÃO MUSCULAR
• FIBROMIALGIA
• DOR PÓS HERPÉTICA
• DORES DE CABEÇA
• AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA PARA CIRURGIA
• DOR ONCOLÓGICA


Dra. Cláudia Feltrin Becker
Anestesiologista ( CRM SC 7.207 - RQE 10.191 )
Médico da Dor